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Quando trocar de carro? 5 dicas para você não perder dinheiro

Decidir o melhor momento para a troca de carro é muito fácil: basta pensar que isso deve ocorrer quando o custo de manutenção se torna maior do que o total necessário para comprar um novo. O problema é que essa simples descrição fica até parecendo com alguma brincadeira, pois ela não é suficiente para te ajudar a decidir. 

O que você precisa de fato é entender como fazer essa conta, mas existe um fator que dificulta esse cálculo para a maioria das pessoas: trata-se de certa confusão que elas fazem entre o custo de se ter um veículo e o total necessário para comprá-lo. 

Essa ideia parece confusa para você? Se sim, não se preocupe! Vamos logo desvendar esse aparente e simples mistério já na primeira dica para entender o conceito. Ah! E lógico, não vamos nos limitar a ela. Confira!

1. Separe o custo de propriedade do valor imobilizado

Pois bem, quando compramos um carro por R$ 60.000,00, por exemplo, e alguém pergunta quanto gastamos, a resposta parece óbvia: sessenta mil reais. No entanto, esse não é o custo do veículo, pois ele pode ser parcialmente recuperado. Para isso, basta vender o bem, certo?

Sendo assim, se ele fosse vendido por R$ 48.000,00, o custo de compra do automóvel seria de R$ 12.000,00, ou seja, 20% do valor investido.

Do mesmo modo, o valor de um financiamento não é o custo do carro, que, nesse caso, é formado pelo total depreciado acrescidos dos juros incluídos em cada parcela, os impostos e os custos de financiamento, pois tudo isso faz parte da soma que não retorna para você. 

Em outras palavras, o valor imobilizado, aquele que fica parado, é diferente do total gasto com a propriedade e a manutenção de um bem. Isso vale para um carro, para uma casa e até para o estoque mantido por uma empresa. A diferença é que uma casa costuma valorizar, enquanto um automóvel tende a se depreciar e o estoque pode estragar — caso seja perecível.

Atualmente, muitas pessoas preferem fazer uma assinatura de carro no lugar de comprar um. Entre os motivos, está o fato de poder usar o dinheiro imobilizado para fazer um investimento mais lucrativo que, muitas vezes, é o suficiente para pagar a mensalidade e ainda obter lucro.

2. Considere a depreciação  

Depois dessa análise que fizemos no tópico anterior, pode parecer desnecessário relacionarmos a depreciação como parte dos custos do carro, mas ainda precisamos fazer uma avaliação mais detalhada sobre esse fator de cálculo.

É que essa desvalorização não é constante. Ela varia de automóvel para automóvel entre 8% a 20% no primeiro ano, mas costuma ser inferior a 10% no segundo ano para todos os veículos, e somente começa a ficar mais estável a partir do terceiro ano. Por isso, vender o carro nos dois primeiros anos, não costuma ser um bom negócio.

Não é uma regra fixa, mas costuma ocorrer uma proporcionalidade entre os carros com manutenção mais cara e a taxa de depreciação. Como os mais “velhinhos” tendem a visitar a oficina com mais frequência, é compreensível que eles se desvalorizem mais se as peças e os serviços forem mais caros.

Mas o que vale mesmo é a aceitação de mercado. Quanto mais pessoas estiverem interessadas em comprar o carro, menos ele desvaloriza. É por isso que o custo de manutenção, por exemplo, influencia, uma vez que menos pessoas estarão interessadas em fazer a alegria do mecânico e se arrepender da compra a cada visita à oficina.

3. Observe o custo de oportunidade

Imagine que você tem um ótimo negócio em vista. Você tem a oportunidade de comprar um terreno por um valor R$ 50 mil abaixo do preço de mercado, mas precisa de R$ 30 para dar a entrada. O seu carro vale R$ 40 mil, mas você encontra alguém disposto a pagar R$ 30 por ele e acaba fechando o negócio.

Embora tenha perdido R$ 10 mil na venda, ganhou R$ 50 mil na compra do imóvel, o que significa um lucro de R$ 40 mil em sua negociação. Entendeu o que é custo de oportunidade? Basicamente, é a diferença de ganho em investir em uma oportunidade A e uma B.

Embora seja uma situação de negociação menos frequente, ela pode se dar de formas variadas. Outro exemplo: se você precisa fazer a troca de carro para assumir um novo trabalho que vai oportunizar uma renda superior, pode ser vantajoso vender um automóvel recentemente retirado da concessionária, mesmo que você perca dinheiro na venda. Nesse caso, basta comparar o ganho com a nova atividade e o prejuízo com a depreciação.

4. Verifique as reestilizações e promoções

Mudanças significativas no design de um carro é outro fator que costuma influenciar o valor de depreciação dos modelos mais antigos. Normalmente, o ciclo de perda linear de valor é de cinco anos, mas algumas montadoras podem fazer mudanças mais significativas em menos tempo, e isso influi o preço das versões mais antigas.

Outro problema comum é quando a montadora deixa de fabricar um modelo, que perde bastante valor no mercado, mas isso costuma ser compensado por ótimas promoções de venda. Então, o importante é sempre comparar a diferença entre o valor pago e a estimativa de quanto o bem custará no futuro — quando for vendido.

5. Considere os custos indiretos

Além do valor da manutenção, que pode variar significativamente de modelo para modelo, ainda temos os gastos com impostos, licenciamento, seguros e taxas de financiamento, como custos indiretos. Todos eles podem ser bastante diferentes dependendo da marca, do modelo e da categoria do veículo. Por isso, levante todos esses valores e compare, pois é o único modo de saber se a troca de carro vale a pena para você. 

Em relação ao financiamento, também é preciso conhecer uma regra que muita gente confunde. A taxa de juros não é o custo do dinheiro, como costumam dizer. Cinquenta reais custam exatamente 50 reais.

Os juros se referem ao custo de antecipar a propriedade de um bem. Desse ponto de vista, eles diminuem conforme o tamanho de sua necessidade de propriedade imediata. Como exemplo, voltamos ao caso do carro necessário para o trabalho. Se você precisar pagar R$ 1.000 de juros por mês para obter um ganho superior ao atual em R$ 5.000, esses juros são muito mais facilmente justificados do que em qualquer outra situação.

Mas nem tudo são negócios e dinheiro, não é mesmo? Por isso, terminamos com a observação de que, muitas vezes, a troca de carro oferece uma experiência de conforto e segurança que compensa alguma perda. Isso significa que, muitas vezes, o melhor momento para a troca é quando conquistamos a condição de investir em um bem para que toda a família fique mais segura ou feliz. 

Agora, não guarde essas dicas só para você! Compartilhe este post nas suas redes sociais preferidas!

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